Touriga Franca e Touriga Nacional. 1.800 garrafas. Fermentação em inox, estágio em barricas de carvalho francês de 300L. Granada profundo. Aromas cítricos a flor de laranjeira e balsâmicos a folha de eucalipto. Boca copiosa e complexa, a sugerir ameixa preta madura e chocolate negro. Final equilibrado rico. Prato: carne de porco com amêijoas.
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Vinho: As Tourigas da Discórdia Alentejo tinto 2020 (14%) | Edual/HVE
Touriga Franca e Touriga Nacional. 1.800 garrafas. Fermentação em inox, estágio em barricas de carvalho francês de 300L. Granada profundo. Aromas cítricos a flor de laranjeira e balsâmicos a folha de eucalipto. Boca copiosa e complexa, a sugerir ameixa preta madura e chocolate negro. Final equilibrado rico. Prato: carne de porco com amêijoas.
Vinho: Herdade do Peso Sossego Alentejo branco 2021 (12,5%) | Sogrape
Antão Vaz (75%), Arinto (20%) e Roupeiro (5%). 380 mil garrafas. Fermentação e estágio inox. Amarelo palha. Aromas de flores brancas e nêsperas verdes. Equilibrado e vibrante até ao final, que é médio e fino. Prato: Frango de churrasco.
terça-feira, 11 de outubro de 2022
Ensaio: Boémia lisboeta e outros fados.
Pelo fado é que vamos
A noite é muito mais que uma passagem, é lugar móvel e cintilante, pleno de minúsculas nuances que puxam modo, receituário e texturas únicos que nos fazem ficar longas horas à mesa. Desfia-se rosários de memórias, canta-se baixinho e celebra-se a vida no que tem de mais imanente. Vamos a ela?
Sair para ouvir fado mudou na forma mas não tanto no conteúdo. É por exemplo ainda uma experiência com o imperativo do “silêncio que se vai cantar o fado”, momento em que nós, portugueses olhamos de soslaio para os turistas que insistem em não acatar a regra. Continuam na conversa animada e na gargalhada gutural, como se estivessem num bar comum, em que lhes são concedidos todos os direitos. Fingem que não sabem, mas nos clubes de jazz de gabarito internacional sentam-se quietos e mudos, como se de santuários religiosos se tratasse. Confesso que ainda não percebi esta espécie de afasia estrangeira, mas jamais abdicarei de frequentar o fado, os seus copos e as suas mesas. A primeira vez de que tenho memória foi com Alfredo Marceneiro e a sua inconfundível voz, dir-se-ia que de transição, mas fortemente mobilizadora. Era avô e vizinho de amigos e tive a sorte de ser assim iniciado na boémia lisboeta do fado. Em miúdo tinha uma fixação grande na voz do gigante Fernando Maurício, que só viria a conhecer aos 25, mas a que voltei repetidamente depois. De certa forma fui entrando nesse mundo fascinante e exclusivo e aprendi com ele a esquecer-me das horas e dos grilhões. A forma exterior é ruidosa, é certo mas a viagem é sobretudo interior e respeita por isso sempre os princípios fundamentais da boémia.
Aprendi cedo a boa companhia que pode ser um tinto alentejano encorpado, ao reparar numa mesa de quatro pessoas que iam regando o fado com uma garrafa de Mouchão. Dado à experimentação como sou, pedi uma garrafa para a nossa mesa desse mesmo vinho e a ligação com as vozes femininas de contralto por que tanto se pauta o fado ao mesmo tempo que evoca veludo e sensações tácteis tão agradáveis, dei razão aos pacatos foliões. Fez-me lembrar o registo grave de um violoncelo, que sempre associarei à voz de pai, por razões óbvias. Não fui tão espartano quanto eles e pedi linguiça frita para picar e foi o céu. Cheguei a ter vontade de partilhar a linguiça frita em álcool, picantinha e atrevida, mas contive-me e ao mesmo tempo poupei no material, o que os meus companheiros de fado agradeceram. O trabalho do tinto na gordura disponível e abundante, de qualquer forma não deixou de me impressionar muito. Rendição total. Tem mais de duas décadas esta iniciação e nunca mais o pleno aconteceu. Talvez fosse do momento, mas considero que ter passado a dispensar a refeição completa ajudou muito a perceber o fado, a boémia e a boa companhia e o quanto uma sequência gastronómica errada pode ser uma catástrofe.
Os tempos que vivemos hoje são bem outros, distantes do modelo standard rígido do jantar, do inferno dos talheres e do tilintar dos copos brandidos como chocalhos. Por incrível que pareça, surgiu toda uma nova oferta na noite da guitarrada e das vozes perfeitas, trabalho de alma feito com afinco e paixão. Estamos no domínio do esclarecimento, muito mais do que do segredo, e uma casa de fados com uma boa garrafeira e serviço de vinhos pode fazer toda a diferença.
Rendição na Casa de Linhares
Beco dos Armazéns do Linho 2
Alfama
1100-559 Lisboa
20:00-2:00
Fecha: Não fecha
Preço médio: 40 euros
Movido pela figura icónica de Jorge Fernando, grande descobridor de talentos, ele próprio talento sempre a considerar, visitei a Casa de Linhares, perto da Casa dos Bicos. Já se chamou Bacalhau de Molho e era daqueles lugares onde se entrava à hora de jantar e só se saía de manhã, o fluxo pelas ruelas era tal que bastava ficar quietos que a acção acontecia. Hoje está mais organizado e além de rebaptizado passou a ter outro estatuto. Se queremos ouvir a fabulosa Fábia Rebordão, é ali que temos de ir, pelo que convém reservar mesa. Oficiam na cozinha dois cozinheiros de truz, Samuel Mota e Ivo Brandão, cheios de sangue na guelra e vontade de igualar nas suas artes os fadistas residentes no canto. O menu Saudade - tinha de ser! - tem praticamente tudo de que é feito o fado à mesa. Custa 70 euros apenas, acrescidos de 15 euros como taxa de espectáculo. Não inclui vinhos, por isso à laia de sugestão atrevo-me a dar largas à inspiração e à fantasia, propondo harmonizações felizes para os diferentes momentos, sem a preocupação de confrontar com as existências em cave. Vejo algumas pessoas a beber cerveja, mas a grande maioria opta por vinho, o que é só por si já um excelente sinal. Clientela repartida, locais e estrangeiros, idades mais diversas, concentração na faixa dos 50/60 anos.
A empreitada começa com presunto e queijo, etapa petisqueira a que ninguém se faz rogado. O presunto é de cura de arejamento, à boa maneira espanhola, pelo que a leitura vínica deve ser de carne fresca. Sabor moderado no sal ornamentado pelos frutos secos, bolota e castanha cozida. Estamos numa casa que junta excelência musical à gastronomia de uma forma inteiramente natural e orgânica, como se tivesse sido sempre assim. Tenho alguma inclinação para a eleger como o melhor restaurante de fado, pela capacidade de nos tirar da cadeira e viajar pelo espaço sideral, onde tempo e espaço se fundem num só. A sequência da refeição corre sem qualquer perturbação que não seja a muito bem vinda intervenção dos brilhantes cantores.
Há um tártaro de atum que não pode deixar de ser conferido, equilíbrio grande de sabores, texturas e até temperaturas, cuidado supremo posto nas diversas harmonias. Sobe o drama quando enfrentemos os brilhantes camarões ao alhinho, picantinho e a desinstalar-nos, pede um bom branco de Palmela. Apesar da vezeira opção pelos croquetes de alheira, aqui sabem a céu, sabores de sempre, texturas felizes que nos fazem regredir quase à infância, pode bem coincidir com um primeiro fado de Fábia Rebordão e aí é mesmo o céu. É forte e inteira a sua voz telúrica, sem falhas e por isso nos entregamos aos pratos seguintes e nos protegemos da lágrima fácil. que fado é sempre canção grave. E vêm para a mesa pataniscas de bacalhau com arroz de tomate que todos achamos que sabemos fazer mas poucos na verdade dominam a especialidade. Crocantes, bem secas de gordura e outros excessos, estão capazes de enfrentar a contenda mais renhida. O arroz de tomate puxa tinto está mais que na altura de nos rendermos a um alentejano de truz. Garrafeira dos Sócios, de Reguengos de Monsaraz é um clássico que puxa às raizes da portugalidade e aqui apetece bem, há bondade no romance entre tomate e tinto encorpado. Ao som de bom e texturado fado vamos ao nível supersónico das emoções. Merecemos bem o prato de conforto que se segue, guisadinho de rabo de boi. O teatro das emoções está ao rubro e nós aqui repousamos. Quem canta fado sofre, é certo, mas que o ouve sofre ainda mais. Mas tudo acaba bem, com um digestivo adequado e um salutar e regenerador creme de limão. Neste momento já estamos em órbita, prontos para mais fado pela noite fora.
O Faia
Rua da Barroca 54
1200-050 Lisboa
Tel. 213 426 742
Chef André Pola
20:00-2:00
Fecha: Domingo
Menus a partir de 65 euros, com fados
Casa de grande tradição, sempre com pergaminhos de excelência, pratos únicos e de sempre. Lucília do Carmo, mãe de Carlos do Carmo e figura icónica da boémia lisboeta, foi sempre - e de certa forma ainda é - a alma da casa, que hoje conhece tempos modernos, a que damos as boas vindas. É uma casa alegre, vinho e comida não nos deixam jamais abandonados nem solitários. A família Ramos representa a jovialidade necessária e a mantença que procuramos e desejamos. É inefável a salada de fígados de aves salteados com vinho Madeira e Pêra Rocha, e sai da cozinha uma sopa de peixe com poejo de antologia. Pede trinados bem repenicados o lombo de bacalhau à Faia e antes de nos entregarmos à tristeza calculada mais vale enfrentarmos a belíssima perna de cordeiro assada. Cardápio longe de magrezas e torturas, que a vida é para se levar com alegria. Olaré, se é! Todos os dias são bons e animados, a cozinha é de truz e a garrafeira é de gabarito.
Mesa de Frades
Rua dos Remédios 139
1100-221 Lisboa
Tel. 917 029 436
19:00-2:00
Menus a partir de 60 euros, com fados
Fecha: Domingo
Colecção notável de figurados de Santo António de Lisboa. A capela de um velho palácio de Alfama foi e continua a ser casa de fadistas de referência, são inúmeros os grandes fadistas que passam por este espaço único nas suas transumâncias habituais. Quando se canta o fado, a porta é trancada, nos intervalos está-se num ambiente muito especial. Ao fim de três ou quatro fados volta a abrir as grandes portas, à maneira da vigília em tempo de novena. Pratos de tacho fantásticos, serviram certa noite uma vitela assada inesquecível. Claro que há bacalhaus muito bons e petiscos ditos simples mas que dão muito trabalho a fazer. A cozinha pode bem puxar pelos galões, daqui ninguém sai insatisfeito. Há vinhos ajustados à clientela e ao cardápio praticado.
Clube de Fado
Rua São João da Praça 86
1100-521 Lisboa
Tel. 218 852 704
20:00-2:00
40 euros por pessoa.
Fecha: Não fecha
Templo do gigante guitarrista Mário Pacheco. Serviço fantástico, silencioso como se quer, discreto e eficaz como se deseja. Alinhamento brilhante de fadistas. Não se cobra taxa de espectáculo quando se vai para jantar. À mesa tem tudo o que nos faz felizes A sala é grande e quando o fado aperta fica pequena, são gigantes os fadistas que aqui oficiam e assim é que deve ser. Há que dizer que se formam aqui muitos profissionais de cozinha e sala que literalmente levam a sua ciência complexa para paragens bem distantes. Todos sem excepção acabam por um dia visitar e nesse sentido faz-nos sentir como num autêntico clube. Não há diferenças de tratamento entre turistas e portugueses, aqui está-se mesmo como em casa. São irresistíveis os cogumelos salteados com presunto de Chaves, e para uma noitada longe não precisamos de mais nada desde que não falhe o Mouchão tinto pelo menos para cumprir a fantasia inicial. Depois temos muito por onde nos espraiar. Se a noite está difícil, basta um copo e um pratinho do dito de Chaves, mas aqui é tudo fácil, há que dar dispensa ao relógio e prometer que até ao primeiro raio de luz da manhã permanecemos. As simples pataniscas de bacalhau com arroz de feijão satisfazem bem, é nesta casa que o polvo à lagareiro é o melhor da cidade e a carne de porco à alentejana prende-nos a alma para sempre. É ir!
Sr. Vinho
Rua do Meio à Lapa 18
1200-723 Lisboa
Tel. 213 972 681
20:00-2:00
55 euros por pessoa.
Fecha: Domingo
Fundado em 1975 por António Mello Correia, Maria da Fé e José Luís Gordo. É lugar mítico, onde perdição e felicidade casam para a vida. Aprendi muito nas seroadas com Paulo Parreira na guitarra, é daqueles músicos que tira tudo do seu coração para nos dar. Estou obviamente a ser injusto para com as dezenas de grandes guitarristas e fadistas que me teleportaram ao paraíso, mas quem não o conhece tem de conhecer ir por ele. Também se vai pela comida e vinhos, ambos nos tratam nas palminhas. A perdiz estufada só perde para a do Solar Bragançano, e é igualmente amor de perdição. A dupla Bacalhau à Sr. Vinho e Bife à Sr. Vinho afina-nos as cordas todas, e é tanta a emoção que até julgamos conseguir cantar fado. Cuidado que é mera ilusão. Quem gosta de um bom tinto bairradino deve atrever-se com o cabrito assado no forno que aqui se processa. Temperado a rigor, pede duelo líquido muito sério e na garrafeira do Sr. Vinho há tesouros para desenterrar.
Fado ao Carmo
Rua da Condessa 52
1200-122 Lisboa
Tel. 912 115 677
19:30-2:00
Menu jantar a 45 euros
Fecha: Terça
António Saraiva e Marta Bogalho na cozinha, Luís Guerreiro na guitarra, Rodrigo Costa Félix fadista e muitos passantes e oficiantes que fazem com que cada noite seja uma experiência radicalmente diferente da anterior. Vá depois das 22:30 para o petisco e a fadistice. São amigos da casa Mariza, Kátia Guerreiro e vários outros, mas é só nesta que encontramos o fantástico doce Karamelo Salgado, criação - adivinharam! - da fadista Kátia Guerreiro. Já que estou nas doces tentações, rendo-me também ao pão-de-ló de Ovar magnífico que aqui se serve. Croquetes de carne, bolinhos de bacalhau, peixinhos da horta, pastéis de massa tenra irrepreensíveis e um pica-pau do lombo de novilho do outro mundo vão amparando as inevitáveis e vezeiras lágrimas, quando optamos pelo petisco, no respectivo horário. A carta de vinhos é acessível e com boas novidades. Sei que se nota que estou a falar de casa de bons amigos, mas sei que depois da primeira visita se vai tornar na vossa casa de fados favorita. Ou mesmo restaurante. Se chegar a tempo e horas para jantar vai ter tratamento de luxo. Bacalhau à Brás daquele que a gente gosta e nunca encontra, bife de atum à algarvia e barriga de porco alentejano são exemplos das delícias que aqui encontra para enfrentar o fado com outra alma.
terça-feira, 19 de julho de 2022
Vinho: Manoella Douro rosé 2021 (12,5%) | Wine & Soul
100% Touriga Nacional. Parcela de Touriga Nacional com mais de 40 anos, plantada a 400 metros de altitude em patamares de exposição sudoeste. Nacarado rosado, reflexos cobre. Aromas mistos de morango maduro e toranja. Meio de boca evocativo de fruta de caroço, no grupo do pêssego. Evolução longa no palato, sempre o foco na fruta, final copioso, notas de pudim. Prato: leite-creme.
sexta-feira, 24 de junho de 2022
Restaurante: Barão, Pousada Barão de Forrester, Alijó | Evasões 24/Jun/2022
O charme do inteiramente simples
Aberta em 1944, foi propositadamente construída para servir de pousada e foi das primeiras idealizadas por António Ferro, na sua visão e frémito de mostrar cultura, comida e paisagem no país mais recôndito. Rui Sousa é o proprietário, Gilberto Rodrigues o director desde há uma década e querem manter a vocação original. No restaurante Barão é rainha, fada e senhora a chef Fátima Galego, que urge conhecer.
A primeira pousada a abrir foi a de Santa Luzia, em Elvas, em 1942 e desde logo a rede se consolidou de norte a sul, oferecendo tipicidade e autenticidade a ficantes e passantes, tónica forte posta na oferta gastronómica de cada reduto. A chef Fátima Galego governa o fogo do restaurante Barão desta quase pioneira pousada, evocação do grande Barão de Forrester, o mesmo que dedicou grande parte da sua vida a inventariar e registar o grande vale vinhateiro do Douro. Adepta dos sabores directos sem véus nem disfarces, Fátima detém mil segredos que se vão revelando à medida que que a vamos visitando e conhecendo. Firmino Galego, seu marido, chefia a sala e é o guardião da cave, onde encontramos tanto títulos sonantes como pérolas ainda por descobrir e que com paixão propõe em cada empreitada. Manobra concertada do casal, que nos faz sentir como em casa. Sentemo-nos e exploremos.
Quando levamos a primeira colher de caldo verde de salsa à boca (4 euros) tocamos logo na essência da matriz culinária da chef Fátima e que define a sua brilhante cozinha. Sentimos a textura clássica, de sempre mas há um twist que nos desinstala e convoca. O simples caldo verde é um pequeno festival de frescura e leveza. Assim como o guisado de míscaros do campo sobre tostas de broa e aroma a Porto (7,80 euros), que nos mostra candidamente os sabores da terra ligeiramente salteados e ao mesmo tempo nos chama para uma envolvência de aromas que nos faz sentir maiores e mais soltos. Incontornáveis são as gambas crocantes com aioli negro (13,90 euros), viciantes desde a primeira garfada, o aioli oferecido à maneira de dip. Prato genial. Há mestria na confecção e apresentação dos lombos de bacalhau nas brasas com crosta de broa, azeite e pó de azeitona (16,50) euros, pureza cristalina dos temperos, acerto total nas cozeduras, resultando em crocância estimulante. Terminamos a jornada salgada com o surpreendente coelho frito em vinha d’alhos com batata dourada e tomate assado com ervas aromáticas (15,50 euros), fritura sem gorduras sobrantes, crocância cheia de sabor, tudo a elevar o coelho ao mais elevado patamar culinário. A escolha da terminação doce recaiu no alquímico toucinho do céu com calda de frutos vermelhos e gelado de nata (5 euros), regalo conseguido sem excessos de açúcar e muito equilíbrio. Na próxima escapada, imersão gastronómica total.
Barão
Pousada do Barão de Forrester
Rua Comendador José Rufino
5070-031 Alijó
Tel. 259 959 215
12:00-14:30; 19:30-22:00
Fecha: não fecha
Preço médio: 23 euros
O espaço: 4,5
O serviço: 4
A comida: 5
A refeição ideal
Caldo verde de salsa (4 euros)
Alheira de caça, maçã caramelizada, redução de vinho do Porto (9,60 euros)
Gambas crocantes com aioli negro (13,90 euros)
Arroz caldoso de berbigão e camarão (37 euros, min. 2 pessoas)
Coelho frito em vinha d’alhos com batata dourada e tomate assado (15,50 euros)
Crème brulée de vinho do Porto (4,50 euros)
sábado, 11 de junho de 2022
Vinho: João Pires Setúbal branco 2021 (12%) | JMFonseca
100% Moscatel Graúdo. Pressão muito suave das uvas colhidas no ponto óptimo de maturação fenólica. Fermentação e estágio em inox. Aromas de líchias e malmequeres, num património já tradicional na marca, com horda fixa de apreciadores. Boca eminentemente cítrica, revelando lima e uma frescura muito bem trabalhada, a permitir que o vinho se mostre complexo e de vocação gastronómica. Comprimento médio. Prato: sushi.
Vinho: À Parte Lisboa branco 2020 (13%) | Bio Grape
Arinto e Sercial. Uvas da Quinta do Casal da Cruz, DOC Bucelas. Vinho Biológico. Vinificação por castas, fermentação longa em inox, após maceração pré-fermentativa. Estágio em barricas de carvalho francês. Primeiro vinho produzido. Amarelo dourado carregado, reflexos esverdeados. Aromas combinados de sidra e petrolados, laivos de chá e jasmim em fundo. Entrada mineral na boca, evocações de vagens de ervilha, grupo de amargos coeso. Frescura acentuada, apoiada numa acidez invulgar, sem perder o equilíbrio. Final politicamente correcto, finalmente evocativo de um certo património cítrico, há muita tensão ainda, o que é sinal de longevidade. Num par de anos vai revelar-se melhor, com a subida da componente terrosa. Final longo e mineral, sem nunca perder o equilíbrio de boca. Prato: Caril de camarão à goesa.


